O engraçado é que tudo se rediz diante do infortúnio da vida. Como, por exemplo, as nuances de emoção e sentimentos que temos durante o dia. Posso acordar triste, mas encontrar dali a 10 minutos o carinho da minha mãe, e isso já me basta pra começar o dia feliz. Falamos com a pessoa amada, desfrutamos de bons momentos juntos, digamos, fofos. Mas sabemos que em instantes tudo pode se modificar, talvez com um simples telefonema tudo caia por terra, e o que até ali tinha se mostrado que seria um excelente dia, na verdade terminara como um estressante e perplexo dia. Nuances nos mostram que nem todo momento estamos inteiramente felizes, ou tristes, a sensibilidade dos dois se completam. Simplesmente gozamos da poderosa inércia, que em instantes pode te mostrar que a todo segundo borrifamos ‘sentimento’.
Neste dia mágico que foi, na verdade 18, 19 e 20 de junho, quando comemoramos o aniversário da minha amiga-irmã, Ariane Aleixo, que chegou aos benditos 20 anos. O qual eu estou fugindo, como fujo de uma... (abafa). No dia 18 claro que nos acabamos na noite, mais chorando que bebendo, algo quase que incomum. O que não seria um grande problema, já que no dia 19, na residência da Ariane, fosse mais uma vez marcada pelo encontro dos meus sempre inesquecíveis amigos. É minha gente, Naiara, Rafael, Ariane e Nathalia já fazem parte de mim, da minha estrutura pessoal, psicológica subjetiva, e até mesmo física (ui). Já não os considero como amigos, porque são muito mais que isso. Costumo me confundir no meio de tanto afeto, confusão, discussão, vídeos, fotos, ou até mesmo o meu reclamar do figurino e da gordura deles... é, eu cuido disso também. Aliás, pergunta lançada no meu último post: “Por onde anda o Rafael Nascimento”. Queridos leitores, ele anda muito bem, cada vez mais mala, chato, e cada vez mais e mais, me abrindo os olhos em relação ao “todo”. E na noite de sábado, mais que nunca ele esteve a me torrar tanto a paciência com “n” assuntos. E eu, mesmo de saco cheio, concordava com tudo. E acabei refletindo.
Como no caso dos 20 anos: o meu medo não é dos vinte, e sim dos 30. Comecei a perceber que 10 anos não são absolutamente nada, e que passam pela nossa vida, realmente como um trem- bala, a 574 km/h, porque este trem, meu bem, é francês. E com essa rapidez toda revejo todos aqueles que comigo estão. Acho que sempre tô me reafirmando, talvez seja uma defesa, e eu gosto disso.
Gosto dessa história do trem, não o bala, mas da comparação do trem com a vida. Seu caminhar parece com o da nossa vida. As estações, os passageiros, como que a cada estação algo de novo pode te acontecer, uma nova pessoa pode entrar, e outra descer. E tem aquelas que seguem viagem com você até o final da jornada.
É meus caros, uma das razões a que escrevo este post, é notar que quase perdi um passageiro no meu vagão. Quase pedi para o maquinista que parasse a “bagaça”, que um passageiro estava descendo ali mesmo, no meio do caminho. Nem sequer esperar o vagão do meu trem chegar à próxima estação, pois a minha revolta era tanta, que me sufocava tê-lo ao meu lado pelo decorrer do caminho que seria mais que breve naquele instante.
Pude rever mais uma vez meus conceitos. O que esperar das pessoas quando elas o têm nas mãos?! Ou melhor: O que esperar de um amigo que “detém” da sua vida? Um amigo não pode jamais entregar o outro. Amigo é ser cúmplice, por mais que esteja certo ou errado, feliz ou triste, e tudo o mais que posso ser uma referência. Eu posso dizer que está errado, ou ouvir de um amigo que estou errado, também. Mas, jamais posso entregá-lo. Amigo acoberta, sempre. Posso estar sendo radical, mas é como ajo. E todos os fatores que acometem o acontecido, contrapõem muito com o que eu quero falar, também, e com as perguntas que eu fiz um pouco acima.
Fico chocado, literalmente com o fato das pessoas se amplificarem, se potencializarem num quesito que elas mesmas não fazem parte, não se unificam com aquele universo, ou até mesmo com determinada situação. Mas, por acharem que são tão superiores, a tudo, sempre imaginam que você possa se rastejar a eles. Acho isso incrível. Lógico que na minha pessoa só provoca risos, porque eu não gosto de ser, e nem sou superior a ninguém. Mas sei o meu lugar, e onde posso permear. É a velha questão do semancol. A minha indignação, na verdade hoje são muitas, é pelo fato de que até pra você estreitar amizade com alguém, logo são denunciadas intenções malignas. Acho isso o cúmulo do absurdo. O bom de estar a par de tudo isso, é que me afasto antes mesmo que a pessoa possa dizer: “Ei, amigo!”. Ultimamente, falsidade me parece mais uma virtude. De modo que por ser um “ser”, cromossomicamente modificado, e que rompa regras, isso possa chocar alguns. Porém, mal sabem todos, que mesmo quebrando essas “tais” regras, me torno cada vez mais rigoroso e conservador.
Como no vídeo acima da Bia, com o texto do Sílvio de Abreu em “Belíssima”. Prestem muita atenção no que ela diz. O pior de tudo é saber que nada mais que há neste diálogo se chama: verdade. Triste dizer isso, e mesmo discordando piamente do que ela diz, por conta de prezar, sim muita ética e moral das pessoas, mesmo numa sociedade falida, como ela diz. E sabemos disto, na verdade no dia-a-dia, vemos isso claramente.
O que mais foi discutido entre mim e o Rafa: Verdade x Mentira.
Pauta pra outro post meu. Mas conseguimos observar que já vivemos muito na mentira subjetiva, o que ela não deixa de ser, sempre. Com uma dose de ingenuidade, que o Rafael sempre me faz perceber que ainda tenho, sim, sou ingênuo. E gosto de ser, porque assim eu ainda posso dizer que acredito nas pessoas, e nos meus amigos, e mesmo assim sei perdoá-los. Até porque, eu sou tão errante quanto.
Essa busca por viver sempre com a verdade na ponta da língua, ou de estreitar, e mais que isso, firmar um ponto de vista, é tão démodé. A partir do momento em que exigimos estar com a verdade, e impô-la a alguém, nada mais é que um, ou mais um ponto de vista, o seu. Agora imaginar que cada um enxergue as situações a sua maneira, e unindo todos, nada mais será que vários pontos de vistas de uma mesma situação. Logo digo que a verdade nada mais é que uma mentira bem elaborada, já que todos, na verdade, estão expondo a sua, e todos procuram fugir da mentira. Ou seja, já estão fazendo parte dela.
Tudo se atrela com os valores que eu não abro mão. Não quero viver, embora, relute a acreditar que viva, numa sociedade falida, ou muito deixar de acreditar nas pessoas, ou mais, nos meus amigos. São valores que te moldam. É como o fato de algumas pessoas acreditarem que são tão irresistíveis que podem arrebatar qualquer um. Ou acharem que você se sujeita a qualquer tipo de humilhação para estar com elas. O grau de superioridade é tão grande, que de fato são tão vazias.
Valores estão mais que invertidos e perdidos com os padrões já estipulados. Vejo diariamente, e acho deprimente. Pessoas se desvalendo de outras, nem sempre por não gozarem a eterna beleza, ou financeira. Enquanto me desvalho de quem é burro. Detesto gente burra. Haja vista que não estou decrescendo a capacidade intelectual de cada um. Acho que temos muito que aprender e ensinar sempre, a todos. Seja com aquela pessoa mais “ignorante”, dos cafundós dos cafundós. Sempre se agrega algo. Mas, gente burra é mais que o cúmulo da ignorância. Conheço pessoas simples, sem estudo, como as que moram no sítio, e não são menos ignorantes que muitos, têm a própria experiência da “lida”, acho bonito. O burro é aquele que deixa simplesmente de lado seus inúmeros fatores de crescimento, para se tornar amigo da preguiça, do conformismo, da comodidade, e se estacionam. Pode ser que eu esteja sendo um tanto “sem valor”, ao relatar isto. Daí que nasce a contradição crônica.
Portanto, os vários pontos de vistas servem pra isso mesmo, pra eu enxergar o todo da minha maneira, e você da sua. Sendo que tudo isso não pode ser, apenas, coerente, tem que ser coesivo. Mais que tudo, tem que ter envolvimento, harmonia. Como no caso dos vinte anos. Eu o projeto muito mais do que a própria característica em si, penso que mais que uma virada de década, e sim como dentro dos valores que descobri e desenvolvi até aqui, são muito mais que coerentes. Não busco essa certeza da verdade, não busco amigos perfeitos. Mas, também não duvide do meu senso progressivo de afeição. Não se ache muito por pensar que eu possa ter lhe dedicado afeição com tanta dedicação, muito infantil de sua parte. Irrelevante seria apenas não ter escutado o Rafael, ou muito menos não ter sabido de fatores que me levariam a pensar muito mais sobre meus 20 anos. Começo a perceber que não é apenas um drama fútil, como muitos imaginam que eu seja, mas sim uma recepção de informação que codifica o “óbvio”. Nos meandros da descoberta concluo que no meu trem ainda permanecem todos aqueles que eu ainda faço questão de ter ao meu lado, e espero que nenhum deles desça no meio do caminho. No entanto esse vagão ora pegará fogo, cambaleará pra um lado, pro outro, e faço questão que isso aconteça, do contrário não teria tanta graça. Mesmo assim, saber que todos ainda estarão exatamente no mesmo lugar. Com suas neuroses, dilemas, verdades, mentiras, conservadorismo.
E finalmente, você leitor me pergunta: falar tanto e concluir que tudo está bom, como está? E eu te digo que não. Porque eu legitimei que nada depende de mim, sou inerente a vontade de todos, mais ainda de quem está no meu vagão. E mesmo pensando que chegaria a uma conclusão negativa, me enganei, descobri que em mim, e aos que me cercam transbordam: valores e sentimento, e este é o nome do meu vagão. Vai entrar?
Valores
“A aranha, senhores, não nos aflige nem defrauda; apanha as moscas, nossas inimigas, fia, tece, trabalha e morre. Que melhor exemplo de paciência, de ordem, de previsão, de respeito, e de humanidade?”.
Machado de Assis.
Ariane, Rafael, Nathalia, Eu e Nani. ♥
“Sendo o fim doce, que importa que o começo amargo fosse?”
Beijos,
Matheus Costa.
“A aranha, senhores, não nos aflige nem defrauda; apanha as moscas, nossas inimigas, fia, tece, trabalha e morre. Que melhor exemplo de paciência, de ordem, de previsão, de respeito, e de humanidade?”.
Machado de Assis.
Ariane, Rafael, Nathalia, Eu e Nani. ♥“Sendo o fim doce, que importa que o começo amargo fosse?”
Beijos,
Matheus Costa.
Você tá escrevendo muito bem. Lendo o texto, as pessoas vão pensar que a gente tava conversando em um café ou por telefone... Mas cara, é isso. Não vou conjecturar, justificar, enfim... Tu é esperto e tá afim de aprender. Não leva tão ao pé da letra e não toma como verdade absoluta o que eu disse. Sabes que lá pelas tantas eu já estava a caminho de Marte...
ResponderExcluirGlória nas novas empreitadas como bloggeiro, geek, fashionista, twitteiro (arquiteto, escritor,webcanzeiro, hauahauh) e mostre para nós, pobres assalariados, as suas 1.000 faces!
Abraço,
Rafael.
Você sempre me dando um abraço e 5 tapas, hahaha! Senhor nobre proletariado, vai te catar, hahaha, adorei seu comentário. Mas, no geral percebestes que eu realmente não levei a verdade absoluta a sério, tanto que conclui. Fica o adendo. Abraço do multi faces. Adorei os meus "alusivos".
ResponderExcluirComo diria nosso amigo FBELIS: "Fica o Adenu" hauhauahaha
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